Agora é a hora de ser feliz, acredite!


04/12/2008


blog novíssmo

Amigos;

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www.izamendonca.blogspot.com

Passem por lá, e deixe seu comentário.

Beijinhos

Bebel

Escrito por by Iza Mendonca às 18h09
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02/12/2008


Ei, você!!! Já mudou sua calcinha hoje?

Outro dia, me veio na cabeça uma cena do filme "O Diário de Bridget Jones". É do primeiro filme, aquela sequência na qual a solteirona mais famosa do planeta "pega" (ou melhor, é pegada) pelo Daniel do Hugh Grant. Na hora que tudo parecia esquentar loucamente, e a fofa ia tirar o atraso e ser feliz, eis que o safado mais charmoso do universo se depara com a calçola de 15 x 20 metros da fofucha. Numa tentativa inglória de diminuir suas medidas botéricas, Ms. Jones teve a capacidade de ir encontrar o maravilhoso usando uma "ceroula" cor bege brochante e shape tipo marca coxa e explode culote. Enfim, brocharível!!! (brochante + horrível)

E, já que estamos falando de um filme, o cara achou tudo aquilo muito sexy - e olha que era ninguém menos que Hugh! Ok, ele encarou a porta de cadeia Divine Brown, mas que o cara é um charme não dá para negar. Caçada das boas.

E, de mais a mais, a Divine é coisa do passado....Né?!

Ok, ok, mais ou menos, vai.... é dose mesmo! Divine, Hugh, enfim, deixa pra lá. :O/

Bom, com esta cena na cabeça, só há uma conclusão a se tirar: definitivamente, a lingerie é o termômetro indefectível sobre a sua vida amorosa e sexual das garotas. Pois aí vai um exercício edificante. Meninas, abram a porta do armário e encarem a verdade das suas gavetas!

Tem coisas que a mulher só deixa acontecer quando tirou férias na arte da conquista e está numa fase fechada para balanço. Por isso, faça um exame de consciência nas lingeries que povoam o seu armário. Uma tática básica: avalie o potencial de renda, de cores e dos tecidos usados. Se há uma profusão de calcinhas de algodão, atenção!

Se as rendas sumiram faz tempo e as únicas unidades estão com o elástico frouxo, cores desbotadas e lembram um ex, cuidado!!! Se rolar muito item bege então, na boa, corra para a La Perla. Nem que seja para comprar só um fio-dental! Item tão diminuto não deve render um assassinato às suas finanças. De quebra, você deixa esta peça estrategicamente no seu arsenal, que vai precisar de um re-hab mesmo, caso você identifique todos os sintomas acima ao mesmo tempo.

HELOOOW?!?!

Olhe francamente para o seu armário enquanto há tempo. Afinal, ninguém quer ser uma encalhada que só usa Hope, né? Tá bom, tem quem defenda o algodão porque é confortável. Mas, então dê uma garibada no sutiã. Invista numa rendinha aqui, num lacinho ali, nada que vá contra o seu estilo, claro. E, por favor, nada de caleçon de loja de departamento com bichinho no popô. Você já não tem mais quatro anos de idade, graças a Deus! E se o cara disser que gosta disso, na boa: arrume outro namorado, tá? Afinal, melhor ser solteira do que ter alguém te incentivando a usar calcinha com personagem de desenho japonês no traseiro.



A importância da lingerie na vida de uma mulher. Aproveito também este espaço para trazer as minhas contribuições para este tema, como uma boa entendedora de calcihas...adoruuuu.

A roupa íntima é mais que uma aliada da casada/separada/divorciada, e para esta última, está-se falando aqui de uma bandeira de libertação, um símbolo da vida nova que a gente começa a levar depois que se separa. Portanto, regra número um: está separada? Renove TODO o seu estoque de lingerie. Eu joguei tudo o que tinha fora. E não deixei pedra sobre pedra na minha gaveta de calcinhas.

Até hoje, quase um ano e três meses depois do fim, ainda me dedico à tarefa de mudar tudo. E morro de rir sozinha quando me deparo com a profusão de rendas, texturas e laços que tenho no armário. Uma coisa assim meio Carnaval de Olinda com uma parada na Marquês de Sapucaí, que para mim cor pouca é bobagem.

No meu caso, a terapia da lingerie influenciou até a trilha sonora dos meus primeiros meses de separada. Há tempos A Marcha da Calcinha, o grande hit do CD Francisco, Frevo e Forró, do Chico César, não sai de perto do som da sala: "A vida, tirou a calcinha pra mim/Me dominar, Me amar/Me amarrar com seda e cetim".

Pois é, se a vida tirou a calcinha pra mim, eu, que não sou boba, compareci!

Escrito por by Iza Mendonca às 11h02
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Falo(-te)

Tão logo, os dois se entrelaçam no cruzar de olhos. O brilho trocado faz da sutileza um mundo. Dali surgem os ímpetos, os movimentos internos e o arrepio nos ossos. Emerge uma vontade de incrustar no outro a saliva ardente, cravar a unha na pele afoita, jorrar o verso pontiagudo, até que os pensamentos são expelidos, fecundando o frenesi de poros acesos e alados. Os lábios soprosos semitonam o intento e versam o gozo, narrando a volúpia e escancarando propósitos em breves suspiros:

Se m’abrisses as pernas,
perder-me-ia em meandros,
gemer-te-ia meus cantos
te ungindo as cavernas.

Nos quartos de segundo, as pernas já se confundem, as salivas se mesclam e os lábios se olham. Os corpos táteis, o fogo tácito, o mar revolto calando o frio. Tempestuosos, desnudam as curvas tateando as rimas. As paredes se tornam portas para o além-tudo, voyeurizando o respingar do néctar. E ele cava a infinitude dela, adentrando-lhe, rasgando-lhe o véu.

 

 

 

Quero-te as águas,
sentir mar adentro
molhando as anáguas.

Quero-te o vento
enquanto m’enxaguas
Trazendo-me alento.

Até que descruzam os olhos e o soneto se vai. Terá sido arrebatado para algum depósito de desejos voláteis? Uma boa dose de champagne acalmaria os ânimos, enquanto os dois se confundem nos outros e escondem o eriçar da pele. O que restou foi a sensação louca de que pensamentos podem se aproximar da velocidade da luz e ser tão intensos a ponto de escorrerem feito água, ainda que, neste caso, houvesse certa viscosidade. Porque agora eram apenas faróis baixos e um volume não tão retumbante assim.

Autor:meu amigo Renato Avelar

Escrito por by Iza Mendonca às 10h35
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Um pouco de Psicologia

Sempre gostei muito do estudo da Psicologia. Aliás, sempre gostei muito de Sociologia, Filosofia, etc... Mas a Psicologia sempre me pareceu mais interessante.
Enquanto um ramo da Filosofia estudava a alma, a Psicologia  nasceu, quando de acordo com os padrões de ciência do seculo 19, Wund preconiza a Psicologia "sem alma". O conhecimento tido como ciêntífico passa então a se produzido em laboratórios, com o uso de instrumentos de observação e meditação.


Se antes a Psicologia estava subordinada a Filosofia, a partir do sec. 19, passa-se a se ligar ao ramo da Medicina.


A PARTIR DO SECULO 20, A PSICOLOGIA cIÊNTÍFICA, QUE SE CONSTITUIU DE TRÊS ESCOLAS -ASSOCIACIONISMO, ESTRUTURALISMO E FUNCIONALISMO -, foi substituído por novas teorias: BEHAVIORISMO, GESTALD E A PSICANÁLISE.


Behavorismo--- tem um grande desenvolvimento nos Estados Unido, em função de suas aplicações práticas. Defiu o fato psicológico de modo concreto, a partir da noção do comportamento.


Gestald---Tem seu berço na Europa, e surge como uma negação da fragmentação das ações e processos humanos. É a tendência mais ligada a Filosofia.


Psicanálise---Nasce com Freud (o Pai da Psicanálise), na Áustria, a partir da prática médica, recupera para a Psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da Psicologia como ciência da consciência e da razão.


O Eu e os Outros


..."Uma pessoa é um organismo, um membro da espécie humana. Não é um agente que origine, é um lugar, um ponto em que múltiplas condições gnéticas e ambientais se reúnem num conjunto. Uma pessoa control outra no sentido de que se controla a si mesma. Ela não o faz modificando sentimentos ou estaDOS mentais. Uma pessoa modifica o comportamento da outra mudando o mundo em que esta vive...


As pessoas aprendem a controlar a outra com muita facilidade. Um bebê, por exemplo, desenvolve certos métodos para controlar os pais. Já o autocontrole que é ensinado de forma empírica, é uma questão de mudar de ambiente"...(Skinner, sobre o Behavorismo)


 


 

Escrito por by Iza Mendonca às 09h58
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28/11/2008


Eu por eu mesma


Se sou egocêntrica, não sei, sei que prefiro girar em torno do meu próprio umbigo do que girar em torno de umbigos alheios. E como diz Frejat, sou eu quem escolho e faço os meus inimigos. Os amigos, eu reconheço. Os amores, anuncio.

Quem quiser brincar comigo no caminho do meu umbigo vai descobrir, no mínimo, um mundo divertido, além de muitas possibilidades.

Minha casa tem um sofá antigo, algumas almofadas, ainda não tem abajures laranjas e champanhe na geladeira, só de vez em quando. Tenho pressa e prefiro as cores quentes, primárias.

Minha vida é uma festa mesmo quando estou triste, porque quando isso acontece, lembro que o instante existe e que cantar pode ser a salvação. Então coloco Bilie Holiday para tocar e invento uma situação de encontro qualquer.

Pelo meu sangue corre perfume italiano, espanhol, dendê baiano e também uma réstia de erva índia. Me ponha brava para ver se não sai com um quente e dois fervendo...

Eu fervo. Eu frevo. Eu uso batom vermelho. Eu uso minha boca para o que me dá prazer, e o nariz também, mas não para falar da vida alheia e cheirar pó ruim.

Não tenho medo de nada. Só de rato. E dia desses fui descobrir na mitologia hindu que os ratos representam os pensamentos indigestos.

Mato barata com chinelo. Jogo no lixo afetos natimortos. Escrevo cartas e envio. Faço declarações de amor e publico. Sou capaz de olhar na sua cara e dizer sem piedade que você está mal vestido, com bafo ou fedido.

Se isso tudo é bonito, não cabe a mim dizer. Cabe a mim aceitar, porque já há guerras demais no mundo para que eu lute contra mim mesma.

Só ouvi notícia de uma pessoa que conseguiu amar mais nessa vida do que eu: Vinícius de Moraes.

Se eu me acho demais? Eu me acho toda. Demais, nunca. Nunca nada me basta.

Estou habituada ao amor, como à queda. Aprendi que em nenhum dos casos se morre. Posso quebrar uma perna. Posso quebrar a cara. Posso quebrar as unhas. Mas nem por isso evito o inevitável: ser quem sou.

Lamento se isso incomoda os que nunca chegaram a rascunho de si mesmo. Não, eu não sou melhor que estes, sou apenas deliciosamente diferente


Escrito por by Iza Mendonca às 14h24
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25/11/2008


As perguntas que não querem calar, mas deveriam.

"E aí, tá namorando?". "E os amores, como vão?". "E aí, já conheceu alguém interessante no trabalho novo?" "E aquele cara que você tava de rolo? Como é que ficou aquela história?"

Sabe que quando me fazem algumas dessas perguntas, e as mais de 10 milhões de variáveis que se aplicam, sempre pensei em dar algumas respostas cretinas à la Dan Martin (vide: Respostas cretinas para perguntas imbecis)... Mas na hora, o máximo que consegui responder não foge ao jogral não, vão indo, ainda não, desencanei, nesta ordem ou aleatoriamente. Tudo sempre acompanhado de um rubor fervente na cara. O que me deixa ainda mais vermelha. Só que de raiva de mim mesma. Por que diabos ficar sem-graça com estas perguntas? Enfim, pode ser caso de análise.

Voltando às respostas insossas e em qualquer ordem. Que adianta responder!! Essas perguntas serão feitas de novo, e de novo, e de novo, e de novo. Nossa, parece que ser solteiro é ter uma suástica na testa. Solteira então, credo, aí danou-se!

Muitas perguntas, mais perguntas, incessantemente, indiscriminadamente, enlouquecedoramente!!!

Fico pensando se um dia me dá a louca e respondo uma barbaridade. Assim, na lata. Será que consigo? Bom, aqui vai um rápido exercício:

"E aí, tá namorando?" Não, mas tô pegando geral. Homem, mulher, tudo que se move e/ou respira. Sabe que você é bem interessante?

"E os amores, como vão?" Vão uma merda. E os seus? A mesma bosta de sempre?

"E aí, já conheceu alguém interessante no trabalho novo?" Sabe que tem um cara bem bacana que senta perto de mim....Mas ele tem uma psoríase que não regride, faltam justo os dois dentes da frente, o resto é meio amarelado. E o cabelo é também assim meio grudado, sabe. Ele sua muito, muito. Só que, pôxa, ele é tão bacana. Acha que devo dar uma chance?

"E aquele cara que você tava de rolo? Como é que ficou essa história?" Ele se mudou para a Maracangalha. Ficou de me ligar quando chegar lá. Sabe que tô feliz com essa mudança. Não gostava de transar com ele não.

Quem sabe um dia crio coragem.

Escrito por by Iza Mendonca às 13h30
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Desapeguei. Ponto final!



Você tá naquele festão gente bonita + showzinho privado + muita bebida + decoração impecável. O rega-bofe é boca livre, como manda o figurino, e você tá lá: livre, leve, solta, sacolejando o esqueleto de olhos fechados. O som tá incrível.

Tá tudo muito bom? Booom! Tá tudo muito bem? Beeeem!

Tudo lindo e delícia quando seus olhos pousam num carinha ali no fundo da pista. Ei, é um ex-rolo, que você não vê há séculos. Ué, cadê o frio na barriga? Nada.

Ele te vê, sorri, acena e vem na sua direção saltitante. Ué, cadê a taquicardia? Pulso a 72, irredutível. Ele chega e te dá aquele abraço. Você pensa: Ok, não perde a chance de tirar uma casquinha básica. O cara faz carinho desnecessário no seu braço - com direito a uns apertinhos "fofos", também desnecessários. Capricha no olhar matador e pergunta: Como você tá? Pôxa, você tá linda. Ué, cadê o frio na barriga, a taquicardia, a mão fria e as mexidas frenéticas no cabelo? Niet... Ih, nem soltei o coque quando ele vinha na minha direção, você pensa...

O cheiro dele já não é mais tão gostoso, o comportamento é o mesmo. Você já conhece esse filme e não dá vontade de ver de novo, sequer as melhores partes. Para completar, tem uma morenaça no grupo dele com quem ele faz questão de conversar tête-a-tête, assim como faz contigo quando ela não está. Cara esperto, protege o mercado. Aí, você saca a situação e conclui que está solenemente se lixando pra isso. Porque você não tá mais na dele. Desapegou, coisa que você já sabia há muito tempo. Mas nada como uma situação real para te provar por a + b.

Feliz da vida, você gira os calcanhares e vai lá no gargarejo sacudir os quadris com o som da banda. Tá demais! Cansada, sai à francesa, sem dizer tchau. Hora de ir pra casa e sonhar com quem ainda está para chegar (ou já tá batendo na porta).

Pois é!!!! Foi assim que aconteceu. Percebi que "tava curada", completamente.

Escrito por by Iza Mendonca às 13h23
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24/11/2008


Quem é o pai dessa criança?


o jornalismo não é tão feio quanto o pintam! ;)

Quem 'faz' os jornais hoje em dia? Quem indica as pautas e define a moldura dos textos? Participem da enquete aí ao lado, no canto superior à direita, sobre quem dá as cartas no jornalismo impresso contemporâneo. E aí, quem tem ingerência sobre essa criança?

Escrito por by Iza Mendonca às 16h39
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Será TPM?

Aposto um doce que estou num dia animal, mas logo volto ao normal
Hoje troco queda de braço por um bom abraço
Se trombar comigo na rua levanta rápido, mas num vá embora
Será que por um grito você me dá colo?
Não diga não, eu rolo e choro

Estou de bico, mas tenho coração mole...Logo passa!

Escrito por by Iza Mendonca às 15h26
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21/11/2008


Mordaças disfarçadas

A mesma imprensa que defende com unhas e dentes a liberdade de informação na sociedade também omite, disfarça, manipula, abafa, proíbe, censura. Não apenas fatos e notícias, mas a própria discussão em torno deste assunto, principalmente porque tem MEDO.

Hoje, quase duas décadas depois da abertura política, a imprensa corre o risco de se ver vítima de uma nova e mais desumana forma de censura: a judicial, que tem na má fé generalizada e oportunista de boa parte dos brasileiros, nas brechas do Direito Constitucional e na pessoa dos juízes e magistrados, a figura dos “antigos censores”. O jornalista acaba refém de um novo árbitro: a justiça, na figura de tribunais, advogados e juízes.

Voltaire, o principal filósofo do Iluminismo francês, afirmou certa vez: "Eu posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas hei de defender até a morte o seu direito de dizê-las". Nada mais próprio ou típico de um iluminista: a defesa incondicional da liberdade, particular ou alheia. Os filósofos franceses do século XVIII praticamente inventaram o conceito de imprensa, fundamentalmente de imprensa livre

“Vou abrir um processo contra você”!!!  Agora é moda. Com essa onda de processos criou-se, nas redações, “uma cultura do medo, fazendo com que não se investigue mais nada". Existem várias versões de uma frase atribuída ao estadista prussiano Otto von Bismarck: "É melhor que não fiquemos sabendo como são feitas as salsichas e as leis". Se até parece coincidência que a região germânica nos deixou como herança não só suas salsichas, como também parte da nossa tradição jurídica, há leis e decisões da Justiça que têm provocado congestão nos jornalistas de todo o país. A salsicha legal trata-se dos repetidos processos por danos morais que jornais e jornalistas vêm sofrendo, muitas vezes de forma intimidatória.

Indignada com o volume de acusações de dano moral dirigidas a veículos de comunicação, a ANJ – Associação Nacional de Jornais – começou, neste ano, uma campanha contra o que tem chamado de "Indústria do Dano Moral". Uma série de encontros tem acontecido nas principais capitais do país promovendo um debate sobre os efeitos que os repetidos processos vêm provocando na liberdade de imprensa. No encontro de Fortaleza (CE), por exemplo, a presidente da ANJ, Judith Brito, foi taxativa: "essas indenizações inibem a imprensa livre, disseminam a autocensura, vergam economicamente os veículos mais frágeis e promovem o enriquecimento de alguns poucos".

A imprensa brasileira, durante boa parte do século XX, conviveu com sua mais completa contradição: a proibição sumária ao direito de expressão. Entre os anos de 1964 e 1984, de estabelecimento, consolidação e declínio de um regime de governo militar, a imprensa brasileira viveu sob o domínio da mais incômoda forma de restrição artística, cultural e jornalística: a censura. No início, nas grandes redações dos principais jornais do país, os jornalistas tinham de conviver com a figura, designada pelo governo, do censor. Tudo o que era considerado ideologicamente impróprio para a publicação era vetado por ele. Desapareceu do panorama jornalístico brasileiro a crítica contestatória, a denúncia, a análise política, motores do ideal primeiro de jornalismo, antes desse virar press release de fatos e famosos, colunismo social, espaço reservado à propaganda e ao marketing, como nos dias de hoje.

    Anos mais tarde, em 1969, com o AI-5 e a restrição absoluta dos direitos políticos, o jornalismo passou a conviver com o que chamaram de censura prévia: o censor designado deixava as redações jornalísticas e estas ficavam encarregadas de decidir o que seria ou não publicado, o que era ou não publicável. Pior do que a censura, para o jornalista, o intelectual, o crítico, apenas a autocensura: escrever sob policiamento próprio, caso não quisesse baixar no DOPS ou no DOI-CODI, onde o pau, literalmente, “comia”, era a maior forma de violência que o regime militar poderia obrigar aos formadores de opinião.  Aqui no Estado, nomes como Maura Fraga, Everton Guimarães, Marrian Calixte, Osvaldo Oleari,  Rogério Medeiros, Mauro Sérgio Loureiro, entre outros, sabem bem o que é isso. A autocensura obriga o jornalista a amenizar o discurso, a se desviar de seus interesses reais: a notícia factual, a denúncia imediata da inevitável falência das instituições políticas, a contestação de qualquer estado arbitrário e opressivo, que limite os direitos inalienáveis do indivíduo.

Em 1984 (sugestivo isso, não?) o Brasil passou pelo período conhecido como o da "abertura política". O movimento pelas eleições diretas, a anistia, oferecida ainda no governo do General João Batista Figueiredo, anos antes, para presos, exilados políticos e para os próprios militares envolvidos nos mais de vinte anos de ditadura nacional, anos de arbitrariedades, prisões e torturas violentas, iniciaram o processo democrático que culminaria na elaboração da constituição de 1988, que deixou quase tudo como estava: nas mãos de industriais e latifundiários, é só ter paciência, ler os mais de 200 artigos e constatar o óbvio ululante, mas que garantiu a liberdade política de ação. Agora, a verdade é que o regime militar morreu de velho, estava em ruínas quando o processo de abertura principiara e isso por um motivo muito simples: havia perdido o controle sistemático sobre a imprensa. E não há dominação ou manutenção de poderes autocráticos sem o controle pleno da imprensa.

Hoje, quase duas décadas depois da abertura política, a imprensa corre o risco de se ver vítima de uma nova e mais desumana forma de censura: a judicial, que tem na má fé generalizada e oportunista de boa parte dos brasileiros, nas brechas do direito constitucional e na pessoa dos juízes e magistrados, a figura dos antigos censores. Há uma liberdade de imprensa, de expressão e manifestação do pensamento garantida legalmente, que tem, cada vez mais, esbarrado nos limites do Código Civil.

O jornalista pode pensar noticiar, apurar fatos e fontes, escrever, denunciar, desde que esteja disposto a “segurar o rojão” dos processos judiciais, a inconveniência de contratar advogados, passar pelas varas criminais, responder a processos cujo ônus é, muitas vezes, insustentável. Há, então, uma indústria de indenizações por "danos morais" da qual os jornalistas, hoje, inevitavelmente não escapam.

Atualmente, o jornalista precisa tomar cuidado com suas posições, com as notícias que publica, com as denúncias que faz, porque pode ser levado a ruína financeira por um processo indenizatório. Em um Estado democrático, quem sustenta o ideal (ilusório?) de liberdade é a imprensa. Nos Estados Unidos, a única Democracia da vida real, a quinta emenda da constituição garante a liberdade irrestrita de expressão. A grande maioria dos processos indenizatórios contra jornais e jornalistas sequer chega aos julgamentos. No Brasil, o Direito brasileiro não prevê o ônus da má-fé e os gastos excessivos dos departamentos jurídicos que têm de ser saldados pelos próprios jornais. Na verdade, o jornalismo sério, de opinião, vive as voltas com a censura supostamente ilustrada do Direito Civil.

Os resultados são imprevisíveis. Para jornais como O Globo (RJ), Folha de São Paulo, A Gazeta (ES), A Tribuna (ES) ou O Estado de São Paulo - que são grandes complexos jornalísticos-, as ações judiciais podem ser, de certa forma, tranqüilamente superadas. Mas para veículos menores, igualmente essenciais à liberdade de imprensa e informação, processos desse tipo podem significar o fechamento do jornal, a falência financeira do jornalista e, o que é pior, a posição humilhante de sabermos a opinião, a informação e a verdade, de joelhos, na posição do executado. Fico com uma estranha impressão  no ar.... Mas melhor ficar quieta para não correr o risco de que me censurem. Nem todos os jornalistas fazem do ofício um ato de resistência ao arbítrio.

Escrito por by Iza Mendonca às 12h32
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10/11/2008


Ela é, sobretudo, um delicioso trago. É sempre muito, tudo e misturado. Ela é o tumulto do show de rock, o calor da areia da praia, é o suor do pé do cabelo que molha os dedos da mão que passa, no meio da praça, na volta final do bloco de carnaval.
Ela ocupa espaço. Fala muito, e pra todo lado, e pode ser desbocada, se necessário. Não que lhe falte elegância ou respeito, mas é que ela acredita no fato de que a força do que se pensa também se flui através dos lábios. E sempre foi assim: é intença de nascença.
E toma cerveja, vodca e caipirinha. E faz bagunça. E ri ato. É atrevida. Muda várias vezes ao dia. De ideia, de humor, de amores e de roupa.Mas como também a lua varia, há dias em que ela fica estupidamente introspectiva . E por tudo isso ela é o melhor caminho para a perdição do juizo. Um prato cheio para o desassossego.

Escrito por by Iza Mendonca às 14h37
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08/10/2008


Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda pra sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta-própria e auto-risco. O que tenho de mais obscuro, é o que me ilumina. E a minha lucidez é que é perigosa (como dizia Clarice Lispector). Se eu pudesse me resumir, diria que sou irremediável.

Escrito por by Iza Mendonca às 23h55
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Uma constante mutação. Uma busca incessante por algo intrigante, interessante, embriagante. Uma mistura de gostos, pensamentos, idéias, ações, conotações. Uma procura por objetivos, pessoas, verdades, antigüidades. Uma considerável contradição, reação, alteração. Um dia nublado, uma melancolia. Uma noite estrelada, uma sintonia. Um vazio cheio, um cheio vazio. Um Los Hermanos, um Caio Fernando Abreu, um Bicho de Sete Cabeças. Um Killers, um Jack Kerouac, um Labirinto do Fauno. Um vinho branco, uma cerveja gelada, uma dose de whisky. Uma calça jeans, um All Star, uma pulseira de bolinhas. Um palco, uma paixão, um teatro. Um motivo: um sonho...

Escrito por by Iza Mendonca às 23h51
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EU

Adoruuuu ANDAR

Andar no sentido de dar passos; de jornadear; de caminhar; de mover-se; de percorrer; de decorrer o tempo; de passar a vida; de sentir-se; de comporta-se; de se proceder.

Tirar os calçados e ficar à vontade, sentir.

Escrito por by Iza Mendonca às 23h42
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30/09/2008


Melhor definição de orkut que eu já li até hoje:
"o orkut é um dos lugares mais clichês do mundo: lá vc reencontra pessoas que há milênios não via, inclui no seu rol de amigos e continua não as vendo"

Antes que os engraçadinhos apareçam, sei que há exceções. Mas a definição não deixa de ser fantástica.

Ah a fonte: Suburbana Copacabana

Escrito por by Iza Mendonca às 15h40
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BRASIL, Mulher, "A Vida acontece enquanto vc faz planos"
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